Descomissionamento e retrofit de usinas fotovoltaicas
Desmontar uma usina, ou trocar parte dela, tira de campo milhares de módulos de uma vez. A SunR planeja a retirada junto com a obra, recicla os módulos e entrega os documentos que provam o destino de cada lote.
Descomissionamento, retrofit ou repotenciação?
Descomissionamento é a desativação completa da usina: os módulos, inversores, cabos e estruturas saem de campo e a área é devolvida. Acontece no fim da vida útil, no fim do contrato de arrendamento do terreno ou quando a usina deixa de valer a pena.
Retrofit é a modernização de uma usina que continua operando. Pode ser a troca de inversores, do cabeamento, do monitoramento ou de só uma parte dos módulos. Quando a troca é de módulos antigos por modelos mais potentes, o nome usado no setor é repotenciação.
Nos três casos, a regra sobre os resíduos é a mesma: pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), quem gera o resíduo responde pelo destino dele. Os módulos retirados são da usina até a destinação final comprovada.
- Descomissionamento: usina inteira desmontada, área devolvida.
- Retrofit: usina segue operando, parte dos equipamentos é trocada.
- Repotenciação: retrofit em que os módulos são substituídos por outros de maior potência.
Como funciona, etapa por etapa
O trabalho começa antes da primeira estrutura ser desmontada. Se o destino dos módulos não estiver no cronograma da obra, o pátio enche e a montagem trava.
O frete pode ser contratado pela usina ou organizado pela SunR; o que muda é quem assume o custo e o risco no trajeto. E módulo não tem embalagem: transporta ar. Bem paletizado, ocupa menos carretas e quebra menos na estrada, o que reduz o custo por tonelada.
1. Levantamento
Quantidade, marca, modelo e potência dos módulos, estado de cada lote (quebrados, com defeito elétrico, aparentemente bons) e condições de acesso para carretas.
2. Plano de retirada
Cronograma de coletas casado com o da obra, área de armazenamento no pátio e definição de quem contrata o frete.
3. Desmontagem e paletização
Módulos retirados vão direto para paletes, com a face de vidro protegida, conectores isolados e lotes separados por estado. No sol, módulo solto continua gerando tensão, e vidro trincado corta.
4. Coleta com MTR
Cada carga sai acompanhada do Manifesto de Transporte de Resíduos, emitido no sistema oficial (SINIR ou sistema do estado).
5. Triagem e reciclagem
Triagem dos lotes e reciclagem 100% mecânica, sem química, na unidade de Montes Claros/MG, com separação de vidro, alumínio, PMM e cabos.
6. Fechamento documental
Certificado de Destinação Final (CDF), relatório de destinação do lote, com quantidades, pesos, datas e destino dos materiais, e vídeo do processo.
O que acontece com cada material
Um módulo de usina pesa cerca de 30 kg: de 74% a 80% é vidro e cerca de 3 kg são de alumínio. É colado, não montado, por isso a separação exige processo próprio. Depois da reciclagem mecânica, cada fração segue para um destino diferente:
Vidro
A maior fração do módulo. Vai para a indústria do vidro e para a fabricação de microesferas usadas em tinta de sinalização viária.
Alumínio
As molduras são retiradas inteiras e seguem para fundição.
PMM
A mistura de plástico, silício, prata e outros metais das células (Plastic Metal Mix) é a fração mais valiosa e segue para recuperação de metais, inclusive no exterior.
Cabos e caixas de junção do módulo
Separados do laminado, os cabos vão para a recuperação do cobre.
Módulos em bom estado
Se aparecerem módulos sem dano e com bom desempenho, a SunR avalia caso a caso. Segunda vida só com teste elétrico, laudo e termo de ciência do comprador, e sem promessa de revenda.
Inversores, cabos de campo e estruturas
A SunR cuida dos módulos. Inversores, cabos de campo e estruturas também são resíduos do gerador e seguem no plano de gerenciamento de resíduos da usina, com destinadores licenciados para cada tipo.
Documentos que a usina recebe
São os documentos que respondem a uma fiscalização, a uma auditoria do financiador ou a um relatório de sustentabilidade. Sem eles, a usina não consegue provar para onde os módulos foram, mesmo que o caminhão já tenha saído.
Guarde tudo no arquivo ambiental da empresa, junto com o inventário dos módulos retirados. Em carteiras com várias usinas, usar o mesmo padrão de relatório em todas facilita a consolidação para auditorias e relatórios ESG.
- MTR de cada transporte, emitido no SINIR ou no sistema estadual.
- CDF emitido pela recicladora ao fim do processo.
- Relatório de destinação do lote, com rastreabilidade de quantidade, peso, datas e destino de cada material.
- Vídeo do processo de reciclagem.
- Laudo e termo de ciência para os módulos que seguirem para segunda vida.
- Cópia da licença ambiental da recicladora, para o arquivo do gerador.
Por que a SunR
Volume de usina
Depois da tempestade de abril de 2023 em Paracatu/MG, a SunR reciclou 2.900 toneladas de módulos da ENGIE, cerca de 100 mil peças, em pouco mais de um ano.
Ver maisDesde 2020
A primeira recicladora de painéis fotovoltaicos da América Latina. Mais de 6.000 toneladas e 190.000 módulos contratados, em mais de 360 coletas.
Reciclagem 100% mecânica
Sem química, com tecnologia própria e patente depositada no INPI. Mais de 80% de recuperação dos materiais do módulo.
PV CYCLE
Parceira da PV CYCLE, associação europeia de reciclagem fotovoltaica, desde 2019. A associação é investidora da SunR desde 2024.
Para planejar a desmontagem
Repotenciação de usina solar
Por que as usinas trocam módulos e o que fazer com os que saem de campo.
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O que cada documento deve conter e o que exigir de quem recicla.
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Quantos módulos e quantas toneladas a sua usina já acumulou.
Ver maisPerguntas frequentes
Qual a diferença entre descomissionamento e retrofit de usina solar?
Descomissionamento é a desmontagem completa da usina no fim da operação. Retrofit é a modernização de uma usina que continua gerando, com troca de parte dos equipamentos.
Quem responde pelos módulos retirados no descomissionamento?
O gerador do resíduo, conforme a PNRS (Lei 12.305/2010). Na prática, a usina responde pelos módulos até a destinação final comprovada pelo CDF.
Quais documentos comprovam o destino dos módulos?
O MTR de cada transporte, o CDF emitido pela recicladora e o relatório de destinação do lote.
Os módulos retirados podem ser reutilizados?
Alguns podem, mas não conte com isso no plano da obra. Módulos sem dano e com bom desempenho só seguem para segunda vida com teste elétrico, laudo e termo de ciência do comprador. Os demais vão para reciclagem.
A SunR recicla inversores e estruturas?
Não. A SunR cuida dos módulos fotovoltaicos. Inversores, estruturas e cabos de campo seguem no plano de gerenciamento de resíduos da usina, com destinadores licenciados.
A retirada pode acontecer em etapas, durante a obra?
Sim. Coletas por etapa evitam acúmulo no pátio e acompanham o ritmo da desmontagem ou da troca dos módulos.
A SunR atende volumes pequenos?
Sim. A SunR coleta sem volume mínimo, de residências a usinas.